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Continuando nossa conversa sobre o TDAH...

POSTADO POR META | 21/03/2019

Geralmente é da escola que vem a informação de um possível transtorno atencional e isso pode causar muita angústia na família, sendo necessário, nesse momento, que as informações sobre o quadro, tratamento, causas e possíveis complicações sejam esclarecidas por um profissional habilitado.
O TDAH é um transtorno que tem causa eminentemente neurobiológica e o ambiente social pode influenciar em como se manifesta, mas não é a sua causa.
Suas características clínicas são marcadas por uma grande variedade na severidade de sintomas e podem ocorrer comorbidades como ansiedade e depressão, sendo o transtorno de conduta e o de oposição desafiadora os mais comuns e graves. Dessa forma, temos que considerar que lidar com a criança com o TDAH pode ser muito difícil e desgastante.
É comum que os familiares descrevam essas crianças como muito agitadas; excessivamente distraídas; desorganizadas; impulsivas; com tendência a passar de uma atividade para outra sem finalizá-las; com falta de persistência em atividades com maior demanda cognitiva e um maior nível de estresse em situação de frustração e contrariedade. A sensação de fracasso por não realizar atividades do modo apropriado comumente leva a uma baixa autoestima, insegurança e desajuste social.
A criança que apresenta o TDAH torna mais complexa a tarefa dos pais, exigindo maior atenção e dedicação, pois o comportamento impulsivo, hiperativo ou desatento, traz uma dificuldade real de comportar-se de modo adequado ao que se é esperado nas diferentes situações.
Os sintomas do TDAH aparecem cedo e podem interferir na rotina normal do lar. Momentos simples como acordar, tomar banho e fazer o dever de casa podem se tornar muito desgastantes. O banho que se tentou evitar para não interromper alguma atividade prazerosa torna-se interminável depois de iniciado; para acordar tem que ser chamado várias vezes ou então já acorda levantando todos da casa com ele; não se concentra nas tarefas escolares, deixa cair materiais, tenta manipular ou tem reações de raiva por precisar de muito tempo para finalizá-las.
Muitos comportamentos precisam de ?ajustes?, mas deve ser estabelecido como meta um ou dois comportamentos a serem trabalhados, como, por exemplo, recolher as roupas e sapatos no quarto. Somente depois de atingir essa meta, partir para a organização da escrivaninha. De outra forma, o desgaste é grande e não se consegue atingir os objetivos, correndo-se o risco de piorar alguns sintomas.
Isso exige dos pais um grande grau de tolerância e paciência. É preciso que tenham muita energia para o enfrentamento diário dessas situações. É recomendado que reservem um tempo, sem a presença do filho, para atividades prazerosas e gratificantes de lazer.
Criar alguns outros momentos de lazer e descontração com o filho também é importante para que a relação não fique marcada apenas por exigências. Pode ser reduzido o tempo de televisão, tablets, celulares e videogames, substituindo-os por outras situações de brincadeiras. Aproveite e brinque com seu filho com jogos de memória, caça-palavras, bingo, forca, quebra-cabeças, que exigem foco, atenção, planejamento e persistência na tarefa.
Pensando que diante de maior estresse existe a possibilidade da criança ou adolescente se comportar de forma desafiadora ou opositora, deve ser evitado o confronto frente a atitudes não esperadas, pois isso leva ao desconforto e aumento da impulsividade, iniciando um círculo vicioso, difícil de ser contornado. Portanto, para evitar surpresas os pais devem preparar o seu filho com antecedência, sendo muito claros a respeito do que se espera em termos de comportamento em situações de convívio social, como por exemplo, a ida a um restaurante, uma festa ou a visita em casa de amigos.
O portador de TDAH nem sempre tem uma boa crítica a respeito de seu comportamento, então é importante manter diálogo para ajuda-lo a entender as suas próprias dificuldades e o seu impacto nos outros. Escutar o filho, estimulando-o a pensar e formular opiniões a respeito do que o ajuda ou atrapalha no comportamento dos pais, contribui para que entrem em sintonia.
Quanto mais organizada e adequada for a estrutura familiar, melhor será a evolução do quadro, diminuindo a possibilidade do surgimento de outros transtornos e menores serão os prejuízos funcionais e sociais.
De modo geral, as normas e regras devem ser claramente estabelecidas e mantidas, pois a criança precisa de uma rotina que permita saber o que se espera dela em diferentes ambientes e ocasiões.

Equipe Meta

Imagem: Escola foto criado por jcomp - br.freepik.com

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