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Estudar: Por quê? Onde? Como? Quanto?

POSTADO POR META | 19/08/2019

Na visão dos pais o porquê de estudar está muito relacionado ao bom desempenho escolar visando projetos futuros de sucesso. Para o estudante o projeto é muito mais próximo, se restringindo à recompensa de se sair bem nas provas e tirar boas notas, respondendo às expectativas dos pais, mas o futuro relacionado ao sucesso profissional não é ainda palpável.
O caminho de estudar, tirar boas notas, passar de ano e ter um diploma não significa que o processo de aprendizagem foi eficiente. A eficiência do aprender está muito mais relacionada à qualidade do estudo, que deve acontecer através de associações entre as informações que vão sendo memorizadas de modo gradativo, permitindo que o estudante se torne cada vez mais inteligente, criativo e culto.
O aprendizado de determinado conteúdo escolar não se dá durante a aula, pois nesse momento o aluno apenas tem a compreensão a respeito do que foi apresentado. Isso acontece porque inicialmente essas informações ficam armazenadas provisoriamente numa área específica do cérebro (hipocampo) formando a memória de curto prazo. Para que se torne permanente é necessário que essas informações passem para outra área do cérebro (córtex) consolidando, assim, a informação na memória de longo prazo. Esse processo só acontece se a informação tiver uma relevância que pode advir de uma carga emocional positiva ou negativa, bem como pela repetição. A maior parte dos conteúdos escolares não causa grande impacto emocional, portanto, a revisão diária das matérias será fundamental para o aprendizado permanente.
Um outro ponto importante é a forma como essa memória irá se consolidar. A informação provisoriamente armazenada utiliza de conteúdos já consolidados da memória permanente, através de associações e de modo gradativo, tornando-se também permanente. Por isso o estudo de toda a matéria às vésperas da prova é ineficaz, pois uma grande quantidade de informações dificulta o processo associativo.
Então o que fazer?
O primeiro passo é a escolha do local de estudo que deve estar organizado de modo a facilitar o uso dos materiais, ser bem iluminado, confortável e livre de distrações.
O estudante deve rever o conteúdo no momento da realização das tarefas do dia - "Matéria dada, matéria estudada, hoje!" utilizando-se de resumos, esquemas, exercícios, desenhos, mapa mental, entre outros, pois a aprendizagem se dá de modo ativo e não passivamente apenas através da leitura.
O intervalo de tempo que se deve dedicar aos estudos diariamente é variável para cada indivíduo. O mais indicado são períodos entre 30 e 50 minutos, com intervalos de 10 a 15 minutos entre eles. Isso porque os neurotransmissores (substâncias químicas que transmitem as informações entre as células do cérebro - neurônios) se esgotam e como consequência vem o cansaço e a desatenção. Um sinal desse esgotamento aparece quando pensamentos não pertinentes desviam o foco do estudo. Nesse momento, sair da tarefa é o que permite a retomada da atenção e da concentração, mas é importante ressaltar que o uso de eletrônicos como celular, computador ou mesmo a TV não são indicados porque estimulam intensamente o funcionamento cognitivo, impedindo o descanso mental. O aconselhável é fazer um breve alongamento, tomar água, comer ou conversar.
A motivação para o estudo deve ser o aprendizado, as boas notas virão como consequência. Então, cabe aos pais reforçar a ideia de que o "aprender" é o mais importante de todo esse processo de estudo.

Equipe Meta

Imagem: Livro foto criado por freepik - br.freepik.com

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